23 de agosto de 2010


Sou a ovelha negra da família,
a leitoa magra e esquecida,
sou um leão suicida,
endoidecido pelas moscas apedeucidas.

Sou a  mosca branca da sociedade,
um ruminante da intelectualidade,
como a águia, tento avistar ao longe a verdade,
para que possa como uma serpente dar meu bote de integridade, inocular meu veneno na imbecilidade.

Sou um gafanhoto no deserto,
um peixe dentro d'água que não deu certo,
sou uma águia em corpo réptil,
um elefante branco julgado inseto.

Sinto imensa vontade de berrar como um Bugio.
Mas o máximo que consigo é correr como um caramujo.
A tristeza da vida é tudo o que tenho e  me orgulho
Há enorme orgulho em no meio dos limpos, ser sujo.